ISMAEL NO LIQUIDIAMPLIFICADOR

Desde que resolvemos apartar-nos

Não ser bicho para ser a criatura

Ser senhor e rei de rio e prado

Vigiando tudo das alturas

De torres feitas de arrogância

Possuindo em cercas de monocultura

E num exercício de ganância

Tentar vencer a morte cavando sepulturas

 

Nos trancamos dentro de uma sala

E por dentro a porta não tem fechadura

Condenamos e nos autocondenamos nela –

Sala-cela –, ao nos enjaularmos na cultura

 

Não tem volta, essa porta é só de entrada

Por dentro a porta não tem fechadura

A porta, não vamos sair por ela

Deixá-la e atravessar a sala escura

Tateá-la, acender uma vela

Ver cada buraco e rachadura

Chegar bicho ao lado oposto da cela

Malandro saltar rima e a janela

 

E ver a cultura do lado de fora

(do amplo espaço da realidade, maior e mais diversa que as quatro paredes de conceitos e estruturas que mais matam que entendem)

E estar pronto para viver só o agora.

 

This song was inspired by the book Ismael, by Daniel Quinn. It’s about how humankind put itself apart of nature and how culture in general way is an attempt to take control over life and death. Ideology and culture construct our arrogance tower, and on its top we watch all the world as a product we own. This is our prison.

To be free of it, it´s necessary to clean our mind of this fear and of this idea we’re the special creation of god to rule the world. But culture is a room only with entrance door. We can’t open this door go out. That’s why we must jump the window out. If we know what’s inside and can watch it from outside we can create a new and free beginning.


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