voAR da cidade

Quanta gente passa por mim – borbotão

Afogada em controle – gravidade

Sérios problemas da vida – realidade

De verdade? Voar quem te dá – visão

 

Correr o risco de cair para o céu

Não ter mais medo, não olhar para o chão

 

A cidade e seu trabalho agarrando pelos pés

O cinza do asfalto armadilha mordendo a canela

Meu pulmão é um barco a vela

Enfunado de azul, de estratosfera

 

Nossas asas são o olhar

Nossas asas são o olhar

Nossas asas são o olhar

Nossas asas são o olhar

 

O asfalto em pó no horizonte quer turvar o espaço

Nubla o caminho – poeira de pés arrastados

Batendo as asas do sonho, fazendo vento

Soprando o túmulo de fumaça – vivendo

 

 

The metaphore here is the following: we are in the south hemisphere, and we usually represent north as up and south as down. If we think convencionally in the globe representation, we’re standing upside down, what invert things: up is the ground (north) and down is the sky (south). Here, if we’re not afraid, we can fall for the sky. But gravity glue us on the ground (in Portuguese gravity means the physical force and also seriousness). The gravity is associated to work and the modern workers life in polluted cities. The gravity is the gray of dust as a trap in our legs. The dust in the air is a curtain hiding the horizon… but our eyes are wings and aour lungs are can blow the dust away, if we’re not afraid to fall to the sky.

The title: Voar means to fly, ar means air = VoAR da cidade = fly from the city/air of the city.


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