Chegando na terra dos Vikings!!

Depois de meses de preparativos, mais de 500 emails enviados tentado marcar shows, preparando arte das camisetas, telando camisetas, felicidade com shows confirmados, stress com shows cancelados, os últimos dias antes da viagem foram bastante ocupados, cansativos, mas, ao mesmo tempo, cheio de coisas boas…

Na sexta ficaram prontos os bottons e, de noite, a Ziza apareceu em casa para pintar o banner com o logo da banda, para a gente usar nos shows. Enquanto elas faziam isso, o josimas acertava alguns shows que ainda não estão marcados e o Paulo cozinhou uma sopinha thai, com macarrão de arroz, curri e leite de coco.

Na terça, antes de ir ao aeroporto, ainda foram feitos os adesivos. Depois de um almocinho e de preparar uns lanches de tofu grelhado, tomate e couve, saímos carregando muita mala, inclusive uma que foi apelidada de “o corpo”, contendo todo o merchandising.

Depois toda a burocracia de check in e despacho de malas; farofada no aeroporto e, finalmente o embarque. A viagem foi tranquila e em umas 11 horas e pouco pousávamos em Amsterdã, para a conexão para Estocolmo e a parte crítica: passar na imigração.

O Josimas botou a mochila nas costas para esconder o patch onde se lê “Terrorismo ao Estado” e seguimos na fila. A Andreza e o Isaac foram os primeiros a ir ao guichê da imigração. Os moços loiros que atendiam os dois se olharam e disseram algo entre si. Em seguida, olharam a fila e perguntaram para a Andreza se estávamos em um grupo. Foi nessa hora que o cu fechou mesmo: o agente olhou para tod@s nós e disse: “Por aqui”.

Saímos da fila e vimos a cara de espanto do agente: “São seis!?!”. E ali mesmo vieram com perguntas: “Who´s the boss?”, “Num tem boss tanenhuma”, pensamos, mas respondemos em coro um simples “No bosses”. A caminho do guichê a que fomos levados essa pergunta ainda foi repetida umas três vezes e, no guichê, mais uma vez: “Com quem podemos falar?” e nós, mais uma vez: “Com qualquer um”. O Paulo e a Pandora tomaram um pouco mais a frente, por estarem mais à vontade com o inglês. E uma batelada de perguntas e requisições: “Para onde vocês vão?”, “Onde vocês vão ficar?”, “Quanto tempo?”, “Mas em seis?”, “Onde estão as passagens de volta?”, “vocês têm uma carta de convite?”. Os agentes sabem botar na parede: perguntaram a profissão e a quantidade de dinheiro que carregavam para exatamente @s desempregad@s e em situação menos vantajosa. Durante nossa “entrevista/interrogatório”, notamos uma senhora numa situação ainda pior, sem falar inglês, brasileira, pele preta, sendo interrogada sem qualquer tipo de piedade e antes dela, um outro brasileiro também tendo que se explicar. Uma aumentadinha na renda aqui, milhões de respostas em meio ao medo ter nossa entrada negada, um “auxiliar de escritório” para lá e tchum, devolveram-nos os passaportes. Só faltava passar as malas nas esteirinhas do raio-x e os corpos pelo detector de metais. Desmancharam toda a mala do Isaac, cheia de cds e eps, mas foi só para completar a tensão.

Depois disso, pernas ainda tremendo, fomos tod@s ao banheiro descarregar a tensão e o rango dos aviões e embarcamos para Estocolmo, onde chegamos com mais duas horas e pouco de voo.

Na Suécia, encontramos portões abertos sem nenhum guarda para nos perguntar nada. Depois de uma busca no aeroporto e de uma ligação feita pelo serviço de informações do aeroporto para o celular da Xenia, que estava atrasadinha, nos encontramos e partimos no carro de um amigo chamado Alex para a casa onde ficaremos um par de noites. É um apartamento do subúrbio de Estocolmo, no bairro Hagsätra, uma área pobre da cidade. Cozinhamos (pasta!), conversamos com o Frederick e o Jonas, dois dos anfitriães (moram 4 pessoas no apê), brincamos com o bull terrier da galera, com nome menos escrevível que pronunciável.

Para hoje, rolê no centro, uns infoshops e um parque. E algum trabalho, marcando os shows do fim da tour.

O subúrbio da Suécia:


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